sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Comando integrado de crise monitora situação da Rocinha e outras áreas no Rio

Cristina Indio do Brasil
Rio de Janeiro - Militares fazem cerco à Rocinha após tiroteio entre traficantes e policiais (Vladimir Platonow/Agência Brasil)A situação da segurança do Rio de Janeiro e a recente crise de segurança na favela da Rocinha estão sendo monitoradas pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado na Cidade Nova, região central do Rio. À frente dos trabalhos estão o secretário de Segurança do estado, Roberto Sá, e o comandante da 1ª Divisão do Exército, general Mauro Sinott.
O secretário informou que o governo estadual pediu o emprego das Forças Armadas na Rocinha, em razão dos fortes confrontos registrados hoje (22) entre policiais e criminosos em dois pontos da comunidade. “Entendemos por bem, sim, pedir, agora, o cerco das Forças Armadas para liberar nossos policiais para aumentar a visibilidade, o monitoramento e o patrulhamento em outras áreas”, falou.
Conforme Roberto Sá, no início da semana houve uma informação de que poderia ocorrer um ataque de traficantes na comunidade, mas, naquele momento, a conclusão era de que não precisaria  o reforço de militares no local. Ele destacou que, se a cada situação de ameaça de conflito houver deslocamento de tropas, elas terão que se instalar em várias comunidades do Rio.
“A gente tem que cuidar do estado inteiro e..  em dezenas de comunidades conflagradas pode ter uma instabilidade. E, claro, a gente não vai colocar as Forças Armadas [num local] por causa de uma notícia que não é confirmada. Essa avaliação é feita por nós, em um colegiado”, revelou.
Agravamento
O secretário de Segurança descartou que tenha ocorrido erro de avaliação da secretaria sobre a necessidade de apoio das Forças Armadas na Rocinha. Ele informou que, desde o fim de semana, quando começaram os confrontos entre criminosos de dois grupos de uma mesma facção que disputam o controle do tráfico na comunidade, a Rocinha está ocupada por forças de segurança do estado e tudo vinha sendo monitorado, até que hoje a situação se agravou.
Roberto Sá destacou que o CICC conta com a presença de representantes de diversas forças de segurança, da prefeitura e do Comando Militar do Leste (CML). “Todos os esforços, todos os recursos possíveis públicos serão colocados à disposição da sociedade para retomarmos a estabilidade no local e tentarmos, a todo custo efetuar a prisão desses criminosos, seja quando for. A presença nossa [na área], eu já havia dito, é por tempo indeterminado”, revelou.
Segundo ele, as informações operacionais de Segurança são sigilosas e, por isso não podem ser divulgadas, mas o importante é a sociedade saber que o estado e a União estão juntos avaliando, diariamente, a necessidade de destacar efetivos para o local. “À medida que a situação evolui, a gente escala mais recursos, controla, monitora e coloca à disposição, requisita se necessário”, falou.
Bom entendimento
O secretário negou falta de entendimento com o Ministério da Defesa nas ações de integração das forças de segurança. Segundo ele, o relacionamento dos órgãos estaduais com o Comando Militar do Leste sempre esteve muito bem. “Isso faz parte de uma coalização das forças em benefício da sociedade. Em primeiro lugar não há rixa em nosso nível e não houve equívoco de avaliação e nem recusa de apoio. Todo o apoio que está sendo colocado à disposição está sendo avaliado em comum acordo. É importante dizer que não há rixa entre nós, muito ao contrário”, disse.
Quanto às outras comunidades do Rio onde também houve confrontos com criminosos, como o Morro Dona Marta, em Botafogo, e o Complexo do Alemão, na zona norte, o secretário informou que não há previsão, pelo menos, em princípio, de emprego das Forças Armadas.
Sobre o pedido feito pelo governo do estado para o patrulhamento de militares em vias da região metropolitana, como as linhas Amarela e Vermelha e estradas federais, o secretário afirmou que ainda está sob avaliação do governo federal.
O comandante da 1ª Divisão do Exército, Mauro Sinott, destacou que o estudo diário de situação da segurança do Rio nunca foi interrompido e constantemente é feito um trabalho conjunto e interativo com as demais forças de segurança do estado. Sobre o cerco à Rocinha, disse que seus homens, da Polícia do Exército, vão “auxiliar no cerco da região, no controle de trânsito e no controle de espaço aéreo, a fim de liberar o contingente da polícia [estadual] para ações mais específicas de polícias”.

Três brasileiros são resgatados na ilha Dominica após passagem do furacão Maria

Paulo Victor Chagas
Três brasileiros foram resgatados nesta sexta-feira (22) de Dominica, pequena ilha caribenha localizada nas Pequenas Antilhas, após a passagem do furacão Maria. Com a ajuda de um helicóptero venezuelano, as autoridades brasileiras transportaram os três atingidos pelo fenômeno para Santa Lúcia, outro país do Caribe.
Alvo do olho do furacão, que alcançou a categoria 5, Dominica registrou a morte de 30 pessoas e a destruição de vários serviços básicos. O primeiro-ministro da ilha, Roosevelt Skerrit disse que a "devastação foi generalizada" no país após a passagem do Maria.
Por meio de nota, o ministério das Relações Exteriores brasileiro agradeceu ao governo da Venezuela pelo traslado “seguro” dos resgatados. proporcionado num “gesto de boa vontade”. “O Brasil lamenta as perdas de vidas e os danos causados pelo furacão e se solidariza com as vítimas e seus familiares e com o povo e o governo de Dominica”, afirmou o Itamaraty.

Julgamento de acusados de chacinas de Osasco e Barueri entra na fase final

Elaine Patricia Cruz 
O julgamento de dois policiais militares e um guarda civil acusados de participar das chacinas ocorridas em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, na noite do dia 13 de agosto de 2015, entrou na etapa final. Após a fase de debates, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença se reuniram por volta das 16h para decidir se condenam ou absolvem os agentes.
Nas chacinas, 17 pessoas morreram e sete ficaram feridas. Se condenados, os réus, que se dizem inocentes, podem pegar uma pena de 300 anos de prisão cada um.

O Conselho de Sentença é formado por quatro homens e três mulheres. Eles irão responder à juíza Élia Kinosita Bulman se houve vítimas e se os réus contribuíram de alguma forma para a prática dos crimes. Os jurados não decidirão se os réus fizeram os disparos ou quais pessoas mataram, apenas se eles contribuíram para a prática do crime.
Por medida de segurança, a avenida em frente ao Fórum de Osasco, onde ocorre o julgamento, foi fechada para o trânsito de veículos.
Os dois policiais militares acusados são Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain. Segundo o Ministério Público, eles teriam efetivado os disparos e por isso são acusados pelas 17 mortes, além das sete tentativas de homicídio. O guarda civil Sérgio Manhanhã, que teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam, foi denunciado por 11 mortes. Os três estão presos desde o início das investigações.
Os assassinatos ocorreram em um intervalo de aproximadamente duas horas e, segundo a acusação feita pelo Ministério Público, teriam ocorrido como forma de vingança pela morte de um policial militar e de um guarda civil naquele mesmo mês.
Acusação
A sessão de hoje do julgamento começou por volta das 10h com a réplica do promotor Marcelo Oliveira e as tréplicas dos advogados de defesa. Cada parte teve direito a duas horas para apresentar suas argumentações.
O promotor dedicou boa parte do seu tempo para falar sobre as provas que tem contra o guarda civil. Oliveira contestou a argumentação apresentada ontem pelo advogado Abelardo Rocha, que defende Manhanhã. Segundo o advogado do guarda, a única prova que a investigação apresentou contra seu cliente foram dois emojis (carinhas com emoção do WhatsApp) que ele trocou com outro policial militar na noite do crime, em que ambos enviaram sinais de "joinha" pelo celular. Para o promotor, os sinais indicam e marcam o início e o fim das matanças. Segundo advogado, no entanto, elas se referiam a um empréstimo de livro. "Vocês vão engolir essa mentira? Essa versão bizarra de que a troca de sinais dizia respeito a um empréstimo de livro?", questionou o promotor aos jurados.
Oliveira também ressaltou o depoimento de uma testemunha protegida, um sobrevivente da chacina. “O que ela [a testemunha] vem dizendo desde o dia 21 de agosto, quando procurou o DHPP [Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa], é que ela estava com shorts e uma camisa do Corinthians na rua. Um carro parou, abaixou o vidro, apontou a arma e começou a disparar contra ela.” O promotor contestou a afirmação dos advogados dos réus que disseram ontem que a testemunha está em busca de indenização e por isso teria aparecido e “inventado” o reconhecimento de Eleuterio.
O representante do Ministério Público também contestou uma das estratégias da defesa de Eleuterio, que reuniu tickets de estacionamento de um shopping para comprovar que o policial não estava no local do crime. “A Suzane Richthofen [que cumpre pena pelo assassinato dos pais] também tinha o ticket do motel ”, comparou.
Defesa
Depois de um intervalo para o almoço de cerca de uma hora, o júri foi retomado com as manifestações dos advogados dos réus, que também tiveram duas horas para falar.
O advogado de Manhanhã usou apenas 16 minutos do tempo e pediu que os jurados votem pela absolvição de seu cliente por falta de provas. “Sergio Manhanhã não foi reconhecido. Ele não concorreu para esses crimes. Ele não formou quadrilha nenhuma. Se os sinais não ficaram claros [referindo-se à troca de imagens pelo WhatsApp], eles [a acusação] também não comprovaram nada com eles”, argumentou.
Os advogados Evandro e Fernando Capano, que defendem o réu Thiago Barbosa Henklain, também insistiram que não há provas concretas contra seu cliente. Fernando reclamou que a investigação conduzida pela Polícia Civil foi falha e insinuou que isso ocorreu pela falta de recursos da instituição. “Apenas 8% dos homicídios ocorridos em São Paulo são solucionados, o que é falta de gestão”, criticou.
Fernando Capano também contestou o depoimento de uma testemunha protegida que teria dito aos os investigadores que uma vizinha de Thiago relatou que o viu brigando com a esposa no dia do crime porque ela o reconheceu como um dos assassinos em imagens divulgadas pela TV. Segundo o advogado, a vizinha não foi ouvida pelos investigadores.
“A investigação foi pífia e os investigadores querem agora jogar a responsabilidade para o júri”, disse o outro advogado, Evandro Capano, chorando no tribunal.
Os últimos a falar foram os advogados de Eleuterio. Durante sua participação, a advogada Flavia Artilheiro leu uma matéria da revista Superinteressante que relata a história de um homem que foi preso após diversas mulheres o apontarem como estuprador. No entanto, anos mais tarde, as mesmas mulheres perceberam o equívoco e a semelhança dele com o verdadeiro estuprador. Com esse exemplo, a advogada tentou desqualificar o depoimento de uma testemunha protegida que incriminou Eleuterio, identificada como Elias.
“A única e exclusiva prova contra o Fabrício é a testemunha Elias. Mas há outras 10 provas a favor de Fabrício”, disse a advogada, citando os tickets de estacionamento de um shopping que provariam que ele estava no local no momento do crime e também os depoimentos da namorada e da sogra, que disseram que estavam com ele naquela noite.
Para a advogada, a testemunha Elias sequer é sobrevivente da chacina. "Não há qualquer registro em hospitais. Não há qualquer registro policial que atesta que ele é vítima desse crime. Elias não é vítima desse crime”. Segundo Flávia, Elias se apresentou como testemunha para receber R$ 50 mil de recompensa oferecidos pela Secretaria de Segurança Pública. Para reforçar essa tese, a advogada apresentou um vídeo em que a testemunha aparece em depoimento dizendo ter problemas graves de visão, o que, segundo a defesa, dificultaria a identificação de Fabrício Eleuterio pela testemunha, que afirma ter sido uma das baleadas durante as chacinas.
Ao final, o advogado Nilton Nunes apresentou os áudios de uma entrevista dada pelo promotor Marcelo Oliveira a um jornalista da Folha de S.Paulo em que ele admite que há poucas provas ou que não há provas robustas contra os réus.
“Vamos condenar três cidadãos inocentes, que trabalham como agentes públicos a serviço da sociedade, por achismos e suposições? Os senhores têm que ter certeza absoluta. Não se pode condenar três cidadãos de bem.”
O júri popular é realizado no Fórum de Osasco e teve início na segunda-feira (18). Durante todos os dias, a sala onde ocorre o julgamento esteve lotado de jornalistas, policiais e familiares dos réus e das vítimas, além de curiosos e membros do Tribunal de Justiça Militar.

Em vídeo, Temer rebate acusações da segunda denúncia da PGR

Marcelo Brandão 
O presidente Michel Temer usou as redes sociais para fazer mais uma defesa contra as acusações da Procuradoria-Geral da República. Em vídeo divulgado na tarde hoje (22), Temer afirmou que foram apresentadas “provas forjadas” e “denúncias ineptas”. “A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará”, disse. A declaração do presidente é feita no dia seguinte à chegada da segunda denúncia contra ele à Câmara dos Deputados.
No vídeo, disponível em sua conta no Twitter, Temer diz que “o princípio básico da inocência foi subvertido: agora todos são culpados até que provem o contrário”. Destacando que é vítima de uma conspiração, o presidente diz que o Brasil pode estar seguindo o mesmo caminho de regimes de exceção. “Só regimes de exceção aceitaram acusações sem provas, movidos por preconceito, ódio, rancor ou interesses escusos. Lamento dizer que, hoje, o Brasil pode estar trilhando este caminho”.
Temer voltou a criticar o áudio de uma conversa entre ele e o empresário Joesley Batista, que deu origem à primeira denúncia, rejeitada pela Câmara no início de agosto, e destacou a prisão de Joesley, ocorrida este mês.
“Graças aos áudios que tentaram esconder, mas que vieram a público acidentalmente, sabe-se que, contra mim, armou-se conspiração de múltiplos propósitos. Conspiraram para deixar impunes os maiores criminosos confessos do Brasil, finalmente presos, porque sempre apontamos seus inúmeros delitos”. Joesley e Ricardo Saud, ambos executivos do grupo J&F, foram presos após a divulgação de um áudio de quatro horas de diálogo entre ambos que, de acordo com a PGR, aponta que eles omitiram informações durante o acordo de delação premiada.
O presidente também fez um apelo aos deputados, que vão começar a apreciar a segunda denúncia contra ele na próxima semana. “Tenho convicção absoluta de que a Câmara dos Deputados encerrará esses últimos episódios de uma triste página de nossa história, em que mentiras e inverdades induziram a mídia e as redes sociais nestes últimos dias. A incoerência e a falsidade foram armas do cotidiano para o extermínio de reputações”.
Mariz deixa a defesa de Temer
O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira anunciou hoje a decisão de renunciar à defesa de Michel Temer nesta segunda denúncia. Foi Mariz quem conduziu a defesa de Temer na primeira denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República. O afastamento do advogado deve-se ao fato de ele ter defendido no passado o doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores citados na nova denúncia, o que configuraria conflito ético.
A segunda denúncia contra Temer chegou à Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (22), depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter rejeitado pedido da defesa do presidente para interromper a tramitação. Antes mesmo da decisão do STF, Mariz já havia comunicado a Temer que deixaria de defendê-lo caso a denúncia prosseguisse.

Cargueiros russos transportam de Fortaleza avião que faz parte da história alemã

Edwirges Nogueira
Cargueiro russo AntonovA sucata do Boeing 737-200 abandonado há quase uma década no terminal do Aeroporto Internacional Pinto Martins já está a caminho de Friedrichshafen, no Sul da Alemanha, onde será restaurada e virará peça do Museu Aeroespacial Dornier. O transporte é feito pelos gigantes Ilyushin IL-76 e Antonov AN-124, dois dos mais emblemáticos aviões de carga do mundo.
A presença dos cargueiros no aeroporto chamou a atenção de curiosos e spotters, fãs de aviação que acompanham e fotografam o movimento de aeronaves em aeroportos. O Ilyushin chegou na quinta-feira (21) pela manhã e partiu à noite levando as asas e os motores do Boeing.
Já o Antonov, o segundo maior cargueiro do mundo, chegou às 2h30min de hoje (22) e foi responsável por levar o casco do Boeing. Toda a programação da aeronave russa, desde sua chegada, passando pelo acondicionamento da carga, até sua partida nesta tarde foi acompanhada desde uma área do aeroporto que fica vizinho ao terminal de logística.

Sucata do boeing abandonado no aeroporto de FortalezaO empresário Mário César, 31, assistiu a decolagem do Antonov acompanhado da filha Maria Clara, 10. “Ontem eu presenciei a chegada do avião. Fiquei até umas três horas da madrugada e havia muita gente aqui. Se ele vier outra vez, eu estarei aqui de novo”.
Até o taxista Jeffren de Oliveira, 55, que levou a reportagem da Agência Brasil ao Aeroporto Pinto Martins, parou para ver o avião gigante. “Fiquei sabendo através de você [referindo-se à repórter] que esse avião estava aqui. É uma coisa incrível, nunca tinha visto um avião desse tamanho. Só tinha visto algo assim na internet.”
Para o fotógrafo Thiago Cascais, fundador do grupo SBFZ Spotting, que reúne fãs de aviação, a movimentação de aviões como os dois cargueiros russos são um estímulo para os grupos de spotters e para a atração de mais pessoas para esse hobby.
“A intenção é que as pessoas vejam as publicações sobre esse evento, se identifiquem e percebam que existem pessoas que gostam de aviação assim como elas e que têm interesse de ver essas aeronaves de perto.”
A atividade do spotting surgiu na Segunda Guerra Mundial, quando os governos de países que sofriam ataques alemães encarregaram alguns cidadãos de observar e emitir alertas no caso de aproximação de aviões bombardeiros.
Antes da movimentação dos cargueiros russos, outra aeronave que atraiu várias pessoas ao aeroporto foi a vinda do Ed Force One, em 2016, um Boeing 747-400 pilotado por Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. A banda britânica esteve em Fortaleza em show da turnê The Book of Souls.
Em Friedrichshafen, também há grande expectativa pela chegada dos cargueiros com as peças do Landshut, nome com o qual o Boeing foi batizado quando voava pela Lufthansa. A previsão é de que o Antonov chegue ao aeroporto da cidade às 9h, hora local. Já o Ilyushin é esperado às 13h. Os terraços do terminal e do Museu Dornier estarão aberto para a população observar a chegada dos aviões.
O Landshut foi sequestrado em 1977 por integrantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina com cerca de 90 pessoas a bordo. O sequestro durou 5 dias e acabou com a morte do piloto e de três dos sequestradores. O acontecimento virou um marco da luta do Estado alemão contra o terrorismo.

Rodrigo Maia sugere ao governador Pezão a exoneração do secretário de segurança

Alana Gandra 
Rio de Janeiro - Militares fazem operação na favela da Rocinha após guerra entre quadrilhas rivais de traficantes pelo controle da área (Fernando Frazão/Agência Brasil)O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sugeriu hoje (22) ao governador Luiz Fernando Pezão que exonere o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Roberto Sá. A declaração foi dada à revista Veja e confirmada, em nota, pela assessoria da presidência da Câmara.

"A crise na Rocinha mostra que, infelizmente, o secretário Roberto Sá perdeu as condições de comandar a política de segurança pública do Rio. Falo isso com respeito e admiração pela trajetória dele", disse Maia.
Os confrontos na Rocinha começaram no último domingo (17) com uma disputa entre bandidos pelo controle do tráfico de drogas na favela, localizada em São Conrado, zona sul carioca. Na ocasião, não houve atuação efetiva das forças policiais. O quadro voltou a se agravar nesta sexta-feira (22) e o governador pediu então ao Ministério da Defesa que as Forças Armadas atuassem no entorno da comunidade. O primeiro contingente de militares chegou à Rocinha às 16h10, com o objetivo de fazer um cerco na favela, em apoio às operações das polícias Militar e Civil.
Em nota, o governo fluminense disse que “vem priorizando a política de segurança, apesar de todas as dificuldades que tem enfrentado, ciente de suas responsabilidades e da importância da preservação da vida”.
O governo esclareceu que “para o cumprimento dos seus objetivos, o estado tem trabalhado de forma integrada com as forças federais, sob a coordenação do secretário de Segurança Roberto Sá, que tem sido incansável no cumprimento do dever”.

Canadá anuncia sanções financeiras a Nicolás Maduro e outros 39 venezuelanos

Da Agência EFE
O governo do Canadá anunciou nesta sexta-feira (22) a imposição de sanções financeiras ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e outras 39 figuras-chave do governo do país  "para enviar uma clara mensagem de que o seu comportamento antidemocrático tem consequências". A informação é da Agência EFE.
O Ministério das Relações Exteriores canadense disse que as sanções afetam pessoas que são responsáveis "pela deterioração da democracia na Venezuela". A lista de sancionados inclui 40 nomes, entre os quais se destacam o vice-presidente do país, Tareck el Aissami; o presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; o ministro da Educação, Elías Jaua; e o procurador-geral, Tarek Saab.
As sanções impõem o congelamento de ativos e a proibição de que indivíduos no Canadá e canadenses fora do país tenham relações financeiras com as 40 pessoas da lista que, segundo o Ministério das Relações Exteriores canadense, "tiveram um papel-chave em enfraquecer a segurança, estabilidade e integridade das instituições democráticas da Venezuela".
A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, declarou que seu país “não permanecerá em silêncio enquanto o governo da Venezuela rouba os direitos democráticos fundamentais do povo. O anúncio de sanções ao regime de Maduro ressalta o nosso compromisso com a defesa da democracia e dos direitos humanos no mundo todo. O Canadá mostra sua solidariedade ao povo da Venezuela enquanto luta para restaurar a democracia no seu país", falou.

Penas dos três acusados por chacinas de Osasco e Barueri somam mais de 600 anos

Elaine Patricia Cruz 
Os sete jurados que compõem o conselho de sentença decidiram hoje (22) condenar os dois policiais militares e um guarda-civil acusados de participação nas chacinas ocorridas nas cidades de Osasco e Barueri no dia 13 de agosto de 2017. Na ocasião, 17 pessoas morreram e sete ficaram feridas.

Os parentes das vítimas choraram durante a leitura da sentença. Já os dos réus reclamaram muito da decisão.
O policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado a pena de 255 anos, 2 meses e 7 dias. O também policial Thiago Barbosa Henklain Henklain recebeu sentença de 247 anos, 7 meses e 10 dias. O guarda-civil Sérgio Manhanhã foi condenado a 100 anos e 10 dias. As penas somam mais de 600 anos.
Os policiais Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain eram acusados de terem disparado contra as vítimas e respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. Já o guarda-civil Sérgio Manhanhã, segundo a acusação, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam e foi denunciado por 11 mortes.

O júri popular foi realizado no Fórum de Osasco e teve início na segunda-feira (18). Durante todos os dias, a sala onde ocorre o julgamento esteve lotada de jornalistas, policiais e parentes dos réus e das vítimas, além de curiosos e membros do Tribunal de Justiça Militar.
O caso
Os 17 assassinatos ocorreram em um intervalo de aproximadamente duas horas, na noite de 13 de agosto de 2015. Eleutério e o policial Thiago Barbosa Henklain respondem por todas as mortes, enquanto o guarda civil Sérgio Manhanhã, que teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam, foi denunciado por 11 mortes. Eleutério, Henklain e Maranhão foram julgados por de organização criminosa e homicídio qualificado.
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, os assassinatos ocorreram para vingar as mortes do policial militar Admilson Pereira de Oliveira, que foi baleado ao reagir a  assalto em um posto de gasolina, onde fazia “bico” como segurança, e do guarda-civil de Barueri Jeferson Luiz Rodrigues da Silva, que foi morto após reagir a um assalto.

Depois de 123 dias de seca, Brasília recebe primeiros chuviscos

Julia Buonafina 
Brasília - Após quatro meses de seca, uma chuva fina caiu essa tarde no Distrito Federal (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Brasília recebeu hoje (22) os primeiros chuviscos após 123 dias de seca. A previsão, no entanto, é de que durante a próxima semana não chova.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até a próxima sexta-feira (29) a capital federal vai continuar seca. Por ser início da Primavera, as chuvas devem vir com maior frequência somente no mês de outubro, mas a previsão é de que permaneçam abaixo da média, segundo o Inmet.
Começo da primavera
A primavera começou hoje (22) às 17h02 e termina no dia 21 de dezembro, às 14h28 (horário de Brasília). De acordo com Inmet, esse é o período de transição entre as estações seca e chuvosa na região central do Brasil, onde há o início da convergência de umidade, que define a qualidade do período chuvoso sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Com a umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%, o Instituto Nacional de Meteorologia recomenda que a população beba bastante líquido, evite desgaste físico nas horas mais secas e evite exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Promotoria espanhola denuncia organizações independentistas catalãs

Da Agência EFE
A Promotoria da Audiência Nacional (AN) da Espanha denunciou nesta sexta-feira (22) por levante os presidentes de duas organizações independentistas catalãs, por conta dos distúrbios ocorridos durante a operação policial de dias atrás para evitar a realização do referendo sobre a Independência da Catalunha no dia 1º de outubro.
Ainda que a denúncia, assinada pelo vice-procurador da AN Miguel Ángel Carballo, não seja dirigida contra nenhuma pessoa concretamente, menciona expressamente os presidentes da Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sánchez, e do Ómnium Cultural, Jordi Cuixart.
A ação detalha, além disso, todos os distúrbios ocorridos entre 20 e 21 de setembro, quando uma multidão se manifestou em frente à Secretaria de Economia, onde a Guarda Civil, por ordem judicial, fazia um registro, e no decorrer de uma operação com 14 detidos.
A denúncia da Promotoria aponta a ANC e Sánchez como responsáveis por organizar um revezamento de voluntários, "conscientes de que dificultariam a intervenção policial", fazendo um cordão em frente à Secretaria de Economia. A queixa da Promotoria explica que Sánchez pediu a 40 mil pessoas que ninguém fosse para casa.
O presidente do Ómnium Cultural, Jordi Cuixart, também é citado e o situa, junto com Sánchez, em cima de um carro da Guarda Civil pedindo para que o protesto fosse mantido, apesar de que, detalha a queixa, depois, ao ver que não podia controlar a concentração, pediu aos manifestantes que se dissolvessem.
República catalã
"A finalidade última destas mobilizações é conseguir a realização do referendo para a proclamação de uma república catalã independente da Espanha, sendo conscientes de que desenvolvem uma atuação à margem das vias legais", declarou o vice-procurador da AN.
Segundo a Promotoria, foram impulsionadas "mobilizações generalizadas ou movimentos populares para impor o referendo independentista inconstitucional pela força da intimidação, fazendo o Estado saber sobre sua intenção e capacidade de agir, inclusive violentamente, perante uma eventual oposição".
A denúncia descreve que os incidentes foram protagonizados por "uma multidão" e interpreta "a sedição, forma coletiva e tumultuosa de levante", como uma "pequena rebelião".

Justiça autoriza uso de força policial para paralisar obras de Belo Monte

Luciano Nascimento
Usina Hidrelétrica Belo MonteO Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorizou o uso de força policial para garantir que a ordem de paralisar as obras da Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), seja cumprida, em obediência à decisão proferida no último dia 13. O acórdão com a decisão foi publicado no Diário Oficial da Justiça no dia 20 e divulgado hoje (22).
Na decisão, que equivale a uma sentença judicial de primeira instância, o TRF1 afirma que a suspensão da licença de instalação de Belo Monte vale “até que sejam implementadas as medidas ordenadas, cabendo ao Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] fiscalizar e avaliar o seu fiel cumprimento”, diz a sentença. “Inclusive, com a utilização de força policial, se necessário for”, de acordo com a decisão.
Em ofícios expedidos à Norte Energia e ao Ibama, o desembargador Antônio Souza Prudente determinou a “imediata paralisação das obras de construção do referido empreendimento hidrelétrico, sob pena de multa pecuniária no valor de R$ 100 mil por dia de atraso”.
Falhas no reassentameno
A suspensão das atividades foi determinada após a constatação de irregularidade no projeto das casas oferecidas aos atingidos pelo impacto da usina. Segundo o TRF1, a  Norte Energia, responsável pelo empreendimento, descumpriu as condicionantes impostas no licenciamento ambiental.
Entre as irregularidades estão o tamanho e o material utilizado para a construção das residências. Em 2012, a empresa disse aos atingidos que as casas oferecidas, em Altamira, teriam três tamanhos diferentes: 60 metros quadrados (m²), 69 m² e 78 m², de acordo com o tamanho da família que fosse deslocada.
Posteriormente, a construtora informou que todos os imóveis teriam o mesmo tamanho: 63 m² e que as casas seriam feitas em concreto pré-moldado, em vez de alvenaria como havia sido anunciado.
Outro problema identificado foi a localização dos assentamentos. Uma das condicionantes do licenciamento previa distância máxima de dois quilômetros entre o local de reassentamento e as moradias originais dos atingidos. A regra, no entanto, não foi cumprida, levando os atingidos a ficar excessivamente distantes de locais de trabalho e estudo e sem opções para se locomover.
Em nota, a Norte Energia disse que aguarda ter acesso aos votos proferidos no julgamento para avaliação e tomada de “medidas judiciais cabíveis”. A empresa argumenta que “vem cumprindo as condicionantes contidas na licença de operação vigente, a qual autoriza o desenvolvimento das atividades da Usina Hidrelétrica Belo Monte”.

Gilmar Mendes mantém presos os irmãos Joesley e Wesley Batista

André Richter
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes negou hoje (22) o pedido de liberdade aos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, presos preventivamente na semana passada por uma decisão da Justiça Federal em São Paulo.
A soltura dos acusados foi decidida pelo ministro no caso em que os irmãos Batista são acusados crime de insider trading [informação privilegiada], sob a suspeita de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação premiada, para venderem e comprarem ações da JBS no mercado financeiro.
Gilmar Mendes julgou o pedido de habeas corpus feito pela defesa dos acusados após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar o mesmo pedido. Na sessão de quinta-feira (21), os ministros da 6ª Turma da Corte decidiram manter a prisão dos acusados.

Violência na Rocinha deixa 26 escolas e creches fechadas e 7 mil alunos sem aula

Cristina Indio do Brasil 
A violência hoje (22) no Rio de Janeiro deixou 6.995 alunos sem aulas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, unidades escolares na Rocinha; na Vila Canoas, em São Conrado; no Vidigal, na Gávea; na comunidade Chapéu Mangueira, no Leme; em Copacabana, todas na zona sul da cidade; e ainda no Complexo do Alemão; em Tomás Coelho; no Morro do Queto, em Sampaio; no Juramento; no Acari e na Pavuna, na zona norte, foram fechadas para evitar riscos às crianças e adolescentes e aos profissionais de educação. Ao todo, foram fechadas 11 escolas, sete creches e oito espaços de Desenvolvimento Infantil (EDI). No total, 26 escolas, creches e EDIs deixaram de funcionar.
A comunidade da Rocinha, a maior do Rio de Janeiro, é alvo de operações diárias da Polícia Militar desde o último domingo (17), quando houve confrontos entre grupos criminosos rivais pelo controle de pontos de venda da comunidade. Na manhã de hoje, houve um tiroteio intenso entre policiais e criminosos, que provocou o fechamento da Auto-Estrada Lagoa-Barra, que liga o bairro de São Conrado à Gávea. À tarde, as operações da polícia ganharam o apoio de tropas das Forças Armadas, encarregadas de cercar a área.
Na Rocinha, foram seis escolas, duas creches e um EDI, frequentados por 3.344 crianças. Na Vila Canoas, as atividades foram interrompidas em uma creche com 161 alunos. No Vidigal, duas escolas e duas creches que recebem 1.178 foram fechadas. Na Gávea, um EDI frequentado por 150 crianças não pôde funcionar. Na comunidade Chapéu Mangueira, também foi fechado um EDI e 55 crianças tiveram que ficar em casa. Em Copacabana foi uma escola com 170 alunos. No Complexo do Alemão, o impedimento atingiu uma escola e dois EDIs, prejudicando 466 crianças. Em Tomás Coelho, o EDI fechado não atendeu seus 50 alunos. No Morro do Queto, foi uma creche que dá atendimento a 88 crianças. No Juramento, uma creche para 147 crianças não abriu. Em Acari, foram uma escola e um EDI com 958 alunos, e na Pavuna a violência deixou 228 crianças de um EDI sem aulas.
Saúde
Os tiroteios na Rocinha também comprometeram o atendimento médico na comunidade. A coordenadora das unidades municipais de Saúde do Rio, Paula Travassos, informou à Agência Brasil que, atendendo ao processo de acesso seguro do protocolo internacional seguido pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio, foi necessário fechar o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) Maria do Socorro e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rocinha. Isso já tinha ocorrido no domingo, quando funcionaram apenas das 8h às 15h. As unidades permaneceram fechadas até terça-feira. Hoje, novamente, tiveram os serviços interrompidos, em função do tiroteio, porque o protocolo indicou que o território ficou com indicação vermelha, o que alerta para a necessidade de fechamento. Além da Rocinha, foi interrompido o serviço na unidade do Morro do Vidigal.
“Quando isso acontece a gente fecha a unidade para preservar não só os usuários como os profissionais. Assim que foi possível a gente liberou as equipes para descerem da comunidade e os usuários também”, informou a coordenadora.
Segundo Paula Travassos, agora, o atendimento está ocorrendo na Coordenação de Emergência Regional (CER) Leblon, que funciona em um anexo do Hospital Miguel Couto, para casos de emergência ou urgência, no Centro Municipal de Saúde (CMS) Píndaro de Carvalho, na Gávea. Já os pacientes que precisarem de suporte para saúde mental devem se dirigir ao Caps Franco Basaglia, em Botafogo, também na zona sul.
Impactos
Paula Travassos informou que, por causa das interrupções causadas por situações de violência, a coordenação tem trabalhado a questão psíquica dos profissionais de saúde. Além disso, tem sido feita uma avaliação constante dos territórios com base no protocolo internacional, para não colocar em risco nem o profissional e nem o usuário. “Quando a gente percebe uma movimentação estranha, escuta a ação de fogos ou de tiros, a gente se localiza dentro da unidade em lugar mais seguro, interrompe os atendimentos e aguarda passar. É isso que a gente tem feito nos últimos dias”, revelou.
As informações sobre os conflitos são passadas diretamente à coordenação pelos próprios diretores, gerentes e profissionais das unidades, para ter uma avaliação da necessidade de interrupção dos serviços. “A gente vai avaliando de hora em hora. O monitoramento é diário. As equipes são treinadas para isso. Os profissionais conhecem o protocolo, até porque as pessoas precisam saber quando fechar e para onde se dirigir, porque em uma troca de tiros a unidade pode ser alvejada. Então, esse monitoramento é constante”, afirmou.

Cachê de cantor piauiense que viralizou com inglês ‘bizarro’ pula de R$ 100 para R$ 15 mil em 10 dias

 
Cachê de cantor piauiense que viralizou com inglês ‘bizarro’ pula de R$ 100 para R$ 15 mil em 10 dias

A publicação do baterista do Pink Floyd, Nick Mason, com um vídeo de José da Cruz Silva, o Gleyfy Brauly transformou a vida do piauiense. A agenda de shows teve dobrado o número de apresentações e o cachê do cantor cresceu 150 vezes. O impulso também trouxe mais viagens para o artista, que já tem shows previstos até o fim deste ano.

Em conversa com o G1, Brauly explicou que o número de shows tem crescido constantemente. “Tá sempre aumentando. Antes eram 10 por mês e agora já está em uma base de 20”, disse. Inclusive já está difícil agendar datas para apresentações do cantor até o fim de ano. Gleyfy Brauly é de Coivaras, cidade 68 km ao Norte de Teresina e ficou conhecido por cantar em “inglês” o seu repertório.

O reconhecimento mudou também o valor dos shows de Brauly. Agora com cachês mais valorizados o cantor reconhece que a situação está melhor, depois de um ano trabalhando como cantor. “Antes era R$ 100, quando os shows eram em Altos e eu tocava com violão. Depois que estourou mesmo foi para uma quantia boa, como R$ 5 mil, R$ 10 mil ou até R$ 15 mil”, afirmou.

As canções em um estilo diferente chamaram a atenção de Nick Mason que postou no Facebook um vídeo em que Gleyfy Brauly executa um dos clássicos da banda: "Another Brick In The Wall". Na publicação o baterista diz que “Quando o som é tão bom, você não precisa saber todas as palavras”. Na época, Gleyfy disse que nunca fez curso de inglês e que muito do repertório é composto por músicas internacionais.

Brauly avisou que o repertório continua voltado para músicas internacionais. “É mais música internacional, em inglês e italiano. O espanhol eu ainda vou pegar quando começar a tocar Despacito”, conta Gleyfy Brauly que já está com viagens programadas para divulgar o seu trabalho.

No Dia Mundial Sem Carro, o desafio da bicicleta ganha cada vez mais adeptos

Adriana Franzin
Trânsito"A decisão de estacioná-lo para sempre não foi de repente. Eu estava ensaiando há algum tempo. Fui algumas vezes para o trabalho de bicicleta, mas acabava usando o carro para todo o resto. Ele precisou dar os últimos suspiros para me alertar que não aguentava mais e que uma nova vida nos esperava. Fiquei por alguns segundos segurando o volante, olhos umedecidos tentando organizar os sentimentos. No início, senti raiva, logo depois tristeza, gratidão e por fim a aceitação. Fiz um carinho nele, uma lágrima caiu, saí de dentro, tranquei a porta e parti”.
Foi assim que a artista Carol Oliveira, 31 anos, decidiu mudar sua forma de deslocamento na cidade. O depoimento, postado em rede social, ganhou visibilidade, apoio e uma rede de adeptos.
Atualmente, três meses depois, a moradora de Brasília diz não se arrepender.
“Não tenho mais gastos com gasolina, nem aborrecimentos com manutenção. Eu não pego trânsito e ainda me exercito com a bike. Estou com as pernas bem mais firmes. Quando vou para mais longe pego ônibus ou carona”. O hábito, segundo ela, também tem ajudado a conquistar amigos. “Consigo arrastar vários deles para andar comigo pela cidade”, comemora.

Apesar de prático, eficiente e cômodo, o automóvel particular é um meio de transporte de custo elevado: na conta entram impostos, combustível, estacionamento, seguro e custos de manutenção.
O carro também prejudica a saúde (por colaborar para o sedentarismo), o estresse e a intoxicação, segundo a Organização Mundial da Saúde. Cerca de 3 milhões de mortes por ano podem ter como causa a exposição à poluição.
O uso demasiado dos carros particulares provoca ainda congestionamentos, o que prejudica a produtividade e promove desgaste: 48% dos paulistanos gastaram, em 2015, pelo menos 2 horas por dia em seus deslocamentos, segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo.
Ao contrário do carro, a bicicleta é um meio econômico, limpo, saudável, prático, integrativo, silencioso e rápido para pequenos deslocamentos. No entanto, ainda enfrenta desafios para se consolidar como alternativa viável de transporte nos centros urbanos do Brasil. Essas são as razões levantadas pelo movimento que propõe o Dia Mundial Sem Carro, celebrado no dia 22 de setembro há pelo menos 20 anos, em crescente número de cidades do mundo. A data, criada na França em 1997, incentiva o uso de meios alternativos de transporte e medidas de apoio para seus usuários, transporte público de qualidade, carona solidária e ciclovias.

Por saúde e economia, brasilienses têm trocado o carro pela bicicletaSegundo levantamento produzido pelo portal Mobilize, o país conta com pouco mais de 2,5 mil quilômetros de vias cicloviárias, entre ciclovias e ciclofaixas. É uma parcela ínfima, diante da malha rodoviária do país, de cerca de 1,7 milhão de quilômetros.
Mesmo pequena, as ciclovias têm conquistado novos adeptos. Desde 2015, o publicitário Allan Alves, de 30 anos, trocou as estradas pelas ciclovias. A mudança começou por uma questão financeira. “Fiz os cálculos e vi que era muito mais econômico não ter carro do que ter. E quando percebi que em dias que não usasse a bicicleta tinha estrutura na cidade como a bike compartilhada, ônibus e aplicativo de transporte, resolvi de vez abolir o trânsito”, afirma o publicitário.
Agora, não vê outra alternativa para se locomover em Brasília: “Hoje em dia, tenho dificuldade em dirigir, é estressante. Fora todos os benefícios de saúde e bem-estar da bicicleta, de explorar a cidade com mais calma”, disse Allan.
Na opinião do professor Pastor Willy Gonzales Taco, especialista em mobilidade urbana da Universidade de Brasília, apesar da vantagem financeira e do bem-estar, é preciso ter muita força de vontade para abandonar de vez o veículo no Brasil.
“É uma questão cultural, conceitual e econômica. O Brasil tem apostado muito nas rodovias e na indústria automobilística como condutores da economia. Por outro lado, a promoção do uso de modos alternativos, como a bicicleta, o próprio andar a pé, as tecnologias estão só aos poucos sendo vistas. Leis, como as que protegem os pedestres, ainda estão surgindo de forma tímida. Falta vontade política”, critica.
Segundo Pastor, não há medidas de incentivo aos usuários dos meios alternativos de locomoção como em outros países: “Não há gestão e investimento em infraestrutura. Não há nenhum tipo de incentivo como redução de impostos para quem compartilha seu carro ou premiação para os usuários mais assíduos de aplicativos de caminhadas, viagens de bicicleta ou transportes públicos. Não há promoção de novas tecnologias para complementar o uso dos mesmos, como informação ao usuário, horários, atendimento, qualidade do serviço. Não há sistemas integrados para unir as várias possibilidades de mobilidade urbana”.
Aplicativo
O Instituto Akatu fez um levantamento de aplicativos que podem ajudar, em caso de locomoção:
Parpe: serviço que conecta pessoas que querem alugar carros ou oferecer carros para locação.
Pegcar: serviço que conecta pessoas que querem alugar carros ou oferecer carros para locação.
Vamo Fortaleza: sistemas de compartilhamento de carros elétricos.
Zazcar: aluguel de carros por hora.
E-moving: aluguel de bicicletas elétricas para pessoas físicas ou jurídicas.
Bike na porta: o cliente solicita a bicicleta para aluguel por dia, que é entregue e retirada no local definido.
Mobilicidade: sistema de aluguel de bicicletas presentes em 21 cidades em todas as regiões brasileiras. A liberação de bicicletas e o pagamento são feitos pelo celular. Estações de retirada estão espalhadas pelas cidades participantes.
O professor Pastor cita exemplos de soluções simples e de baixo custo, como estímulos de empresas com benefícios para funcionários que decidam ir de bicicleta, a pé, de ônibus ou metrô, de esquemas de caronas. Há aplicativos que promovem o aluguel de carros por tempo; de corridas compartilhadas.
O Instituto Akatu elogia movimentos como o do Dia Mundial Sem Carro, mas diz que “ações pontuais como essa são importantes para celebrar e dar visibilidade à causa, mas deveria ser uma atitude contínua. É muito tímido um dia, quando se tem 365 para promover a mobilidade ativa”.“Soluções existem em todo lugar. O mundo está cheio delas. Muitas são criadas aqui mesmo, como o BRT de Curitiba (PR): uma invenção brasileira, da década de 70, mas que só está sendo implementada agora, 40 anos depois. Depois que outras cidades do mundo já fizeram”, ressaltou.
Exemplos de ações continuadas são os grupos de ciclistas que se reúnem diariamente ou semanalmente para promover passeios urbanos. Além de ser um incentivo para quem ainda está se adaptando, a parceria de outros praticantes traz segurança e colabora para a manutenção do hábito saudável.

Termina hoje prazo para atualizar carteira de vacina de crianças e adolescentes

Da Agência Brasil
Campanha para atualizar caderneta de vacinação começa hoje (Sumaia Villela/Agência Brasil)Hoje (22) é o último dia da Campanha de Multivacinação 2017, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. Os postos de saúde estarão abertos até o fim da tarde. Segundo o Ministério da Saúde, foram disponibilizadas 13 vacinas, para crianças até nove anos, e oito para adolescentes de 10 a 15 anos.
O alvo da campanha são crianças menores de 5 anos, crianças de 9 anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Cerca de 47 milhões de crianças e adolescentes estão convocados para atualizar a caderneta de vacina. Segundo o Ministério da Saúde, 53% desse público não estão com a vacinação em dia.
As vacinas disponíveis nesta campanha para crianças menores de 7 anos são: BCG – ID, hepatite B, penta (DTP/Hib/Hep B), VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VOP (vacina oral contra pólio), VORH (Vacina Oral de Rotavírus Humano), vacina pneumocócica 10 valente, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), DTP (tríplice bacteriana), vacina meningocócica conjugada tipo C, tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e varicela) e hepatite A.
As doses disponíveis para crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos são hepatite B, febre amarela, tríplice viral, dT (dupla tipo adulto), dTpa, vacina meningocócica conjugada tipo C e HPV.

Eliminado da Sul-Americana, Corinthians joga com o São Paulo no Brasileirão

Jorge Wamburg - Repórter da Rádio Nacional
Eliminado da Copa Sul-Americana ao empatar em 0x0 com o Racing Club, no segundo jogo das oitavas de final na Argentina, mas líder disparado da série A do Campeonato Brasileiro, com 53 pontos, o Corinthians concentra suas forças, agora, exclusivamente, na competição nacional, que garante aos seis primeiros colocados vaga na Libertadores de 2018, assim como ocorrerá com o vencedor da Sul-Americana.
Neste fim de semana, os corintianos voltam a campo pelo brasileiro, num clássico paulista. O adversário será o São Paulo, que está na zona de rebaixamento, em 17º lugar, com 27 pontos, e precisa vencer para sair do grupo dos quatro últimos, o chamado Z4. No turno, no dia 11 de junho, pela sexta rodada, o Corinthians venceu por 3x2.
Também estarão em ação na rodada os outros times que jogaram pela Sul-Americana: o Flamengo, que se classificou para as quartas de final com uma goleada de 4x0 sobre a Chapecoense; o Sport, classificado mesmo com a derrota de 1x0 para a Ponte Preta, por ter vencido a primeira partida por 3x1; o Santos, eliminado em casa, na Vila Belmiro, pelo Barcelona do Equador, que venceu por 1x0, depois do empate por 1x1 em Quito, e o Fluminense, que ficou com a vaga, mesmo derrotado pela LDU, no Equador, por 2x1, depois de vencer o primeiro jogo, no Maracanã, por 1x0. O time jogará com o Fluminense nas quartas de final.
Também estarão em campo pelo Brasileiro, neste fim de semana, os protagonistas da decisão da vaga nas semifinais da Libertadores, Grêmio e Botafogo. Vice-líder do campeonato brasileiro, com 43 pontos, 10 a menos que o líder Corinthians, o Grêmio venceu o jogo em Porto Alegre por 1x0 e ficou com a vaga, depois de ter empatado o jogo de ida, no Rio, em 0x0. O Botafogo segue agora apenas no Brasileiro, em busca da classificação para a Libertadores 2018 entre os seis primeiros. No momento é o 7º, com 37 pontos.
A rodada completa é a seguinte: sábado (23): Flamengo x Avaí e Santos x Atlético PR; domingo (24): São Paulo x Corinthians; Fluminense x Palmeiras; Coritiba x Botafogo; Atlético GO x Cruzeiro; Chapecoense x Ponte Preta; Atlético MG x Vitória; Bahia x Grêmio; segunda-feira (25): Sport x Vasco.

Líder norte-coreano diz que Trump pagará muito caro por ameaças ao país

Da Agência EFE
Imagem de arquivo da Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) do líder Kim Jong-un O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou hoje (22) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pagará muito caro por seu "excêntrico" discurso na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual ameaçou destruir totalmente o país asiático. A informação é da Agência EFE.
"Estou pensando agora em que resposta ele estaria esperando quando permitiu que essas excêntricas palavras saíssem de sua boca", afirmou Kim em comunicado divulgado em inglês pela agência de notícias norte-coreana KCNA.
"Agora, Trump insultou a mim e ao meu país diante dos olhos do mundo e fez a mais feroz declaração de guerra da história, de que ele destruiria a República da Coreia do Norte", completou Kim, retribuindo as ameaças na sequência. "Definitivamente, domarei com fogo esse americano senil mentalmente perturbado", afirmou Kim Jong-un.
Pouco depois de a imprensa norte-coreana ter publicado as palavras do líder, o ministro das Relações Exteriores, Ri Yong-ho, comentou em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, que a resposta à qual Kim se refere poderia ser o lançamento de uma bomba nuclear no Oceano Pacífico como teste. "Poderia se tratar da mais poderosa das detonações de uma bomba H no Pacífico", disse o ministro.
Os contínuos testes balísticos e nucleares feitos pelo governo norte-coreano, que já valeram duas séries de sanções da ONU contra o país só em 2017, e o tom beligerante de Trump elevaram a tensão na região neste ano.
A crise foi um dos assuntos mais debatidos da Assembleia-Geral, onde o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte fará discurso neste sábado (23).

Desnutrição atinge 35,5% das crianças pobres da Venezuela, mostra estudo

Da Agência EFE
Um estudo da Organização Cáritas da Venezuela, publicado nessa quinta-feira (21), mostra que 35,5% das crianças pobres do país, com idade de 0 a 5 anos, apresentam alguma forma de desnutrição. A informação é da Agência EFE.
A pesquisa foi feita com familiares das crianças em três estados. Desse total, 14,5% sofrem de desnutrição moderada ou severa e 21% em grau leve. No entanto, 32,5% estão em risco de serem afetados pelo problema.
O estudo começou a ser feito em outubro do ano passado em 32 paróquias de Caracas e dos estados de Miranda, Vargas e Zulia. Nos últimos quatro meses, entretanto, as pesquisas não foram feitas na capital por causa da onda de protestos contra o governo, que deixou mais de 120 mortos.
A Cáritas explicou no relatório que entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 houve aumento da desnutrição infantil aguda de 3,5 pontos percentuais por mês, e que 71% das famílias visitadas relataram ter visto sua situação alimentar se deteriorar.
Além disso, a pesquisa revela que 63% dos entrevistados compram comida de revendedores devido à escassez nos supermercados. Apenas 31% têm acesso ao programa governamental que concede uma cesta básica com preços subsidiados pelo Executivo.
A maioria das famílias ouvida na pesquisa, todas residentes em áreas vulneráveis, relata ter diminuído ou eliminado o consumo de carne vermelha, frango, ovos e lácteos. Elas também têm problemas para ter acesso diário à água potável.

Maduro diz que não foi à ONU por temer ser vítima de atentado

Da Agência Brasil
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nessa quinta-feira (21) que não compareceu à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que está sendo realizada em Nova York, por razões de segurança, devido à suspeita de atentados. A informação é da Agência EFE.
"Neste ano, decidi não ir às Nações Unidas por razões de segurança, porque tinha informação de possíveis atentados de setores extremistas que têm o poder nos Estados Unidos [EUA]", disse Maduro durante a reinauguração de um hotel no estado de Aragua.
O presidente venezuelano disse que "precisa se cuidar", mas não fez mais comentários sobre as ameaças à sua segurança.
Maduro lembrou que 91% dos discursos da Assembleia-Geral da ONU foram favoráveis à paz no país, um objetivo que estará sendo alcançado, segundo ele, com o acordo com a oposição.
Ontem, em discurso na ONU, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela está à beira do "colapso total" e disse estar pronto para adotar novas medidas contra o país se Maduro insistir em impor um regime autoritário.
Para o presidente venezuelano, as declarações de Trump representam uma ameaça de morte contra a sua pessoa.
"A ameaça que Donald Trump fez ontem e hoje, se eu a interpretei corretamente, vou repassá-la ao povo: Donald Trump hoje ameaçou de morte o presidente da República Bolivariana da Venezuela", disse Maduro em discurso em rede nacional de rádio e televisão.
O presidente da Venezuela insistiu no assunto, garantindo que ontem foi dada, no Salão Oval da Casa Branca, a ordem para matá-lo. E responsabilizou por isso o presidente do Parlamento do país, Julio Borges, a quem acusa de buscar ajuda internacional para acabar com seu mandato.

Vista aérea revela danos causados por terremoto que matou 273 pessoas no México

Da Agência EFE
O novo terremoto no México ocorreu 32 anos após o tremor que deixou mais de dez mil mortos em 1985Uma vista aérea revela hoje (22) a magnitude do dano sofrido por dezenas de edifícios destruídos e o esforço dos socorristas para encontrar sobreviventes após o forte terremoto da última terça-feira na Cidade do México.
Os edifícios que desabaram ficaram rodeados por dezenas de construções, que estão isoladas por precaução e conseguiram resistir ao terremoto, que deixou 273 mortos e mais de 100 desaparecidos.
Ao redor das feridas abertas pelo segundo terremoto que ocorre em um 19 de setembro na Cidade do México, a vida foi afetada pelo trabalho das equipes de resgate e de voluntários para encontrar as pessoas presas sob escombros.
O colégio Enrique Rébsamen, no sul da capital mexicana, tornou-se por algum tempo o símbolo da tragédia com um saldo de 19 crianças e seis adultos mortos. Ali, 11 menores de idade foram resgatados com vida.
Um complexo de 14 edifícios residenciais na movimentada estrada de Tlalpan foi completamente desalojado para ser avaliado depois que em um deles, de cinco andares, desabou sobre outro.
Dois edifícios desabaram em áreas de alta densidade populacional, as zonas Del Valle e Roma. Em torno destas construções, outros prédios ficaram em pé, como "testemunhas mudas" do terremoto.
Do ar, os voluntários se distinguem por seus grandes números, tanto pelos casacos de cor laranja e seus capacetes de proteção, quanto para a ordem em que eles continuam trabalhando.
O terremoto provocou o desabamento de 38 edifícios e as autoridades mexicanas dizem que os serviços de resgate não vão parar enquanto houver chances de encontrar sobreviventes.
O terremoto deixou pelo menos 273 mortos, 137 na Cidade do México, 73 em Morelos, 43 em Puebla, 13 no Estado do México, 6 em Guerrero e 1 em Oaxaca.

Confiança do consumidor cresce 1,4 ponto em setembro

Vitor Abdala 
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 1,4 ponto em setembro deste ano, depois de três quedas consecutivas provocadas pela crise política de maio. O indicador atingiu 82,3 pontos, o mesmo nível de junho, em uma escala de 0 a 200 pontos.
A alta foi provocada pela melhora da expectativa dos consumidores em relação ao futuro. O Índice de Expectativas avançou 2,2 pontos e chegou a 91,1 pontos, o mesmo patamar de abril. Já a satisfação dos consumidores com a situação atual ficou praticamente estável, ao variar apenas 0,2 ponto.
Segundo a coordenadora da pesquisa da FGV, Viviane Seda Bittencourt, o resultado parece estar relacionado a uma ligeira melhora na percepção sobre o mercado de trabalho e no gradual afastamento do risco de crise política. Apesar disso, o consumidor mantém perfil cauteloso.
Foto: Reprodução/Instagram/@gleyfybrauly A publicação do baterista do Pink Floyd, Nick Mason, com um vídeo de José da Cruz Silva, o Gleyfy Brauly transformou a vida do piauiense. A agenda de shows teve dobrado o número de apresentações e o cachê do cantor cresceu 150 vezes. O impulso também trouxe mais viagens para o artista, que já tem shows previstos até o fim deste ano. Em conversa com o G1, Brauly explicou que o número de shows tem crescido constantemente. “Tá sempre aumentando. Antes eram 10 por mês e agora já está em uma base de 20”, disse. Inclusive já está difícil agendar datas para apresentações do cantor até o fim de ano. Gleyfy Brauly é de Coivaras, cidade 68 km ao Norte de Teresina e ficou conhecido por cantar em “inglês” o seu repertório. O reconhecimento mudou também o valor dos shows de Brauly. Agora com cachês mais valorizados o cantor reconhece que a situação está melhor, depois de um ano trabalhando como cantor. “Antes era R$ 100, quando os shows eram em Altos e eu tocava com violão. Depois que estourou mesmo foi para uma quantia boa, como R$ 5 mil, R$ 10 mil ou até R$ 15 mil”, afirmou.

COPIA E COLA: É obrigatório dar os devidos créditos ao Alta Pressão Online caso a matéria ou imagem seja de nossa autoria. - http://altapressaoonline.com/site/2017/09/20/cache-de-cantor-piauiense-que-viralizou-com-ingles-bizarro-pula-de-r-100-para-r-15-mil-em-10-dias/
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A publicação do baterista do Pink Floyd, Nick Mason, com um vídeo de José da Cruz Silva, o Gleyfy Brauly transformou a vida do piauiense. A agenda de shows teve dobrado o número de apresentações e o cachê do cantor cresceu 150 vezes. O impulso também trouxe mais viagens para o artista, que já tem shows previstos até o fim deste ano.Em conversa com o G1, Brauly explicou que o número de shows tem crescido constantemente. “Tá sempre aumentando. Antes eram 10 por mês e agora já está em uma base de 20”, disse. Inclusive já está difícil agendar datas para apresentações do cantor até o fim de ano. Gleyfy Brauly é de Coivaras, cidade 68 km ao Norte de Teresina e ficou conhecido por cantar em “inglês” o seu repertório.O reconhecimento mudou também o valor dos shows de Brauly. Agora com cachês mais valorizados o cantor reconhece que a situação está melhor, depois de um ano trabalhando como cantor. “Antes era R$ 100, quando os shows eram em Altos e eu tocava com violão. Depois que estourou mesmo foi para uma quantia boa, como R$ 5 mil, R$ 10 mil ou até R$ 15 mil”, afirmou. As canções em um estilo diferente chamaram a atenção de Nick Mason que postou no Facebook um vídeo em que Gleyfy Brauly executa um dos clássicos da banda: “Another Brick In The Wall”. Na publicação o baterista diz que “Quando o som é tão bom, você não precisa saber todas as palavras”. Na época, Gleyfy disse que nunca fez curso de inglês e que muito do repertório é composto por músicas internacionais. Brauly avisou que o repertório continua voltado para músicas internacionais. “É mais música internacional, em inglês e italiano. O espanhol eu ainda vou pegar quando começar a tocar Despacito”, conta Gleyfy Brauly que já está com viagens programadas para divulgar o seu trabalho. Do G1

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Confiança da indústria varia 0,1 ponto em prévia de agosto

Vitor Abdala
IndústriaO Índice de Confiança da Indústria apresentou relativa estabilidade, ao variar apenas 0,1 ponto na prévia de agosto e atingiu 92,3 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice retornou ao nível de maio, depois da queda ocorrida em junho.
A confiança dos empresários da indústria no momento atual, medida pelo Índice da Situação Atual, teve queda de 0,4 ponto e chegou a 89,6 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a opinião do empresariado em relação ao futuro, avançou 0,7 ponto.
O resultado preliminar de setembro indica queda de 0,1 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (Nuci), para 74%. Para a prévia de setembro de 2017 foram consultadas 783 empresas entre os dias 4 e 19 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima sexta-feira (29).

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Currais Novos: Funcionário de loja foi preso acusado de filmar adolescente provando biquíni

ADAILSON CARLOS / J JÚNIOR
 
NA MANHÃ DESSA QUINTA-FEIRA (21/09) A POLÍCIA CIVIL PRENDEU O FUNCIONÁRIO DE UMA LOJA DE CONFECÇÕES, NO CENTRO DE CURRAIS NOVOS, IDENTIFICADO COMO JOSÉ HILTON, 34 ANOS, ACUSADO DE FILMAR UMA ADOLESCENTE DE 13 ANOS NO MOMENTO QUE ELA ESTAVA NO TROCADOR EXPERIMENTANDO UMA ROUPA ÍNTIMA.
SEGUNDO INFORMAÇÕES O SUSPEITO USOU UM APARELHO CELULAR PARA PRATICAR O DELITO, MAS A ADOLESCENTE PERCEBEU E CHEGOU A CHUTAR O APARELHO. 
OS PAIS DA VÍTIMA PROCURARAM A DELEGACIA PARA FAZER A DENÚNCIA E INSTASTES DEPOIS O SUSPEITO FOI PRESO E ENCAMINHADO À DELEGACIA PARA OS PROCEDIMENTOS CABÍVEIS. O MESMO NEGA O DELITO. 
CÂMERAS DE SEGURANÇA DA LOJA TAMBÉM FILMARAM A AÇÃO DO SUSPEITO.
O DELEGADO ARBITROU UMA FIANÇA DE R$- 2 MIL REAIS QUE FOI PAGO PELO O ACUSADO E ELE RESPONDERÁ EM LIBERDADE.

Reforma da Previdência: texto aprovado em comissão é satisfatório, diz ministro

Sabrina Craide
Brasília - O ministro do Planejamento Dyogo Oliveira faz palestra para ministros do Tribunal de Contas da União sobre os efeitos da Emenda Constitucional (EC) 95 na gestão orçamentária(Wilson Dias/Agência Brasil)O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse hoje (21) que se o plenário do Congresso Nacional aprovar o texto da reforma da Previdência que passou na comissão especial em maio já ajuda muito na situação fiscal do país, apesar de o texto ter sido modificado em relação ao que foi enviado pelo governo. Para ele, o relatório aprovado é considerado "satisfatório".
“Estamos insistindo a partir do relatório que foi aprovado pela comissão, que já foi bastante flexibilizado em algumas matérias. O que saiu da comissão é um relatório, ao meu ver, muito bem equilibrado, houve muita construção e criatividade”, disse.
Oliveira disse que o governo não tem como controlar o timing da votação no Congresso e lembrou a dificuldade de aprovação da proposta em um ano eleitoral. “Ou a gente faz uma proposta gradual, preservando direitos, que é o que foi proposto, ou vamos chegar à circunstância em que já chegaram vários estados do país, não vai ter como pagar”, disse.
Dyogo Oliveira esteve hoje no Tribunal de Contas da União (TCU) apresentando para os ministros os efeitos da Emenda Constitucional 95, que estabelece limites para os gastos orçamentários da União. Segundo ele, o governo deve enfrentar grandes desafios na implementação do teto de gastos, principalmente pela questão cultural do país.
“Nós viemos de muitos anos em que a despesa sempre crescia e toda disputa orçamentária era resolvida aumentando a despesa total e aumentando a carga tributária. Esse modelo está esgotado e o país passará por uma grande discussão sobre quais são os recursos necessários para o país e o que realmente é importante”, disse.
O ministro Dyogo Oliveira deverá fazer uma apresentação sobre a atual situação fiscal do país no plenário do TCU no dia 18 de outubro.